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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Criatividade nas Bordas de Buda

Bife
Boca
Borbulha
Beijo
Bunda
Borrada
Broche
Brasa
Brinde
Boa
Barbuda
Balofa
Barrar
Bordas
Bastão

is for
creative people

sábado, 23 de agosto de 2014

Sonhos eróticos

Tom de Freston

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O prazer está em todo o lado


Sejamos francos, sejamos loucos, o mictório emite um certo conforto que eu não encontro numa casa de banho feminina, sem descargas evasivas ali estamos a olhar para o pequeno ralo que por vezes tem uma bolinha que, até há pouco tempo, não fazia ideia de que merda era aquela.
Sejamos fixes, sejamos limpos, deve ser demasiado agradável poder ser preciso e curioso, enquanto se brinca, se olha e enquanto se olha, se mija.
Eu cá costumo mijar-me toda quando tento ser precisa ou curiosa, uma merda, a sério.
E é tudo sobre urina, sobre a satisfação que qualquer um tem ao mijar, ao cagar, é como se vir mas de uma forma pouco respeitada, porque fazêmo-lo de porta fechada.
Sejamos correctos, sejamos crianças, urinemos de mão dada como se de uma comunhão se tratasse, de um manifesto de agrado total e de saúde eterna, eu costumo entender-te quando me dizes que tens que cagar. Fico apenas a olhar-te depois, como se visse uma potente luz vinda do teu rabo e congratulasse a tua plenitude de mero ser humano.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Roterdão


"Dançar o kuduro" é uma expressão que muita gaja usa, para explicar como limpou o pipi quando não encontrou papel higiénico na casa-de-banho.
Aqui, nem à letra a expressão pode ser levada, pois o único kuduro que se ouve é o kuduro progressivo dos Buraka Som Sistema, quando o DJ resolve agradar às massas não residentes e deseja vê-las a bailar ao som de algo que finalmente conhece.
Na entrada não se paga, e só isso poderá justificar os péssimos serviços de sanitário que nos prestam.
Desde que abriu que frequentava esta casa e a única coisa que me agradava no sanitário feminino eram os azulejos com girassóis, pois eram iguais aos da casa-de-banho da casa onde vivi quase um quarto de século, o que me dá um maior à vontade para cagar como se estivesse em casa, não fosse - lá está - a ausência de papel higiénico.
Por último concluo esta crónica renal ao falecido bar Roterdão (pelo menos com a gerência que conhecíamos), para admitir aqui que sim, fui eu que escrevi na parede da casa-de-banho feminina, com grandes letras a batôm que diziam "papel higiénico s.f.f., não somos animais", na mesma noite em que fui expulsa por dançar demais.

R.I.P.
Rest in piss, Roterdão.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Indie Rock Cafe


É das poucas latrinas onde já fui em que mesmo a porta não tendo maçaneta (encontra-se assim, arrisco-me a dizer, há um bom par de anos), ninguém a abre sem se assegurar se está ou não a ser utilizada.
Até porque, pelo que observei nos anos todos de vida desta casa, as coisas mais incríveis se passam nos sanitários, pois só assim poderei explicar o ar apático das pessoas que lá entram e quando saem, saem voando em arco-íris de cores berrantes.
O som é sempre bom e o espaço entre a sanita e a porta permite-nos abanar o capacete à vontade sem batermos com a cornadura em lado algum.
São asseadas (eu própria já limpei de lá o vómito de uma amiga minha) e o melhor é que têm sempre, papel higiénico.
Estar a tocar a Ghost Rider dos Suicide aos altos berros ao mesmo tempo em que se caga, também torna todo o processo mais ameno e menos tímido.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

36

Na casa do anão polaco

Nesse mundo que são os sanitários da noite lisboeta, deixo-vos aqui a minha sincera opinião sobre um dos bares considerados de "luxo" pelos hipsters que habitam a grande área metropolitana da capital.
Neste bar urinam celebridades; graffiters; pessoal do hardcore; cronistas alternativos; artistas e "artistas", entre outros que lá caem atraídos pelo maranhal de gente à porta e do som, em geral de bom gosto.
No sanitário (unisexo) encontramos um espelho grande, e quem se senta no trono tem direito a ter os seus 15 minutos de fama, ou eternos, se tiver Instagram.
Quem tem a felicidade de urinar de pé sem fazer muitos esforços, tanto melhor. Se tiver os braços compridos, com jeitinho ainda consegue lavar as mãos ao mesmo tempo.
Apenas um contra, que até pode fazer quem se encontra ali deslocado, sentir-se um pouco melhor.
É que o cheiro que provém da fonte de Duchamp deste bar, é igual ao dos outros sanitários espalhados pela cidade.
Afinal mijar também é da cena.

terça-feira, 26 de março de 2013

Era uma vez no Porto



Na minha última ida ao Porto:

Contrariando os critérios de forma pomposa, sublinho aqui uma das casas de banho improvavelmente feminina.
Em plena baixa do Porto, cidade bela, faz-se tarde para os desabituais costumes. Já eu, encharcada de cerveja, cocktails, etc, e com uma insatisfação renal absurda. Subo aquelas escadas despercebidas do Era uma vez no Porto, apressadamente mas sem problema.  Ao cimo viro à esquerda e entro na casa de banho.  Certamente não haverá papel mas tens mesmo à porta, uma caixa com toalhetes para as mãos, não os metas na sanita pois o autoclismo não tem essa potencialidade de, juntamente com os dejectos, os enviar para lá, além, longe, vai de retro cagalhão. Sem encontros indesejados ou consumos  premeditados, poderás ter uso completo desta latrina de odor habitual, muito pouco feminino.