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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O sufoco da salpicha


Com que magoa o não digo! Eu nem te vejo,
Meu caralho infeliz! Tu, que algum dia
Na gaiteira amorosa philistria
Foste o regalo do meu patrio Tejo!

Sem te importar o feminino pejo,
Traz a mimosa virgem, que fugia,
Ficando à terna, afadigada Armia,
Lhe pespegavas no conninho um beijo:

Hoje, canal de fetida remela,
O misanthropo do paiz das bimbas,
Apenas olhas candida donzella!

Deitado dos colhões sobre as tarimbas,
Só co'a memoria em feminil cannella
Às vezes pivia casual cachimbas.

"Soneto do caralho decadente", Bocage

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Criatividade nas Bordas de Buda

Bife
Boca
Borbulha
Beijo
Bunda
Borrada
Broche
Brasa
Brinde
Boa
Barbuda
Balofa
Barrar
Bordas
Bastão

is for
creative people

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

À procura do melhor eixo

Há quem salte por aí, à procura de melhor eixo.
Há quem não perceba disso.

Há quem mais aquém da possibilidade do amor perfeito.
E se fosse tudo sobre o melhor eixo?



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ainda sobre a páscoa


Ovos mexidos sob a vista de peitos descaídos.
Ovos estrelados debaixo de tectos espelhados.
Ovos cozidos por dois corpos despidos.
Ovos fecundados por um casal de enamorados.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A um peido durante o coito


Cagou-se a mulher que eu mais amava
quando a paixão se estava a consumar,
Cupido largou setas e aljava,
recolheu-se ao Olimpo a praguejar.

Sobre o leito do Amor quis o destino,
vibrando um golpe baixo e imoral,
que mais pudesse o fétido intestino
que o vigoroso instinto sexual.

Fez-se o chouriço então em farinheira,
onde havia suspiros houve risada,
a cona se fechou muito fagueira,

o caralho murchou à gargalhada
e a seus males juntou mais um achaque -
a impotência que lhe deu um traque.

Fernando Correia Pina

sexta-feira, 7 de junho de 2013

É natural que haja um rio a correr em ti, que nasce da fome de querer possuir o mar, o oceano, explodir em ondas enormes cujo som de fundo será o rebentar da vossa gruta.

domingo, 13 de janeiro de 2013

13 dias depois e mais certa que vai ser um bom ano, aqui vão os nossos votos gloriosos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012


segunda-feira, 20 de agosto de 2012


PERCO  O     PAVOR   AO   PAVIO
PAIRO   NO  PEITO     DA   PRESA
POISO   NA  PÚBIS      DA   PROSA
             PEGO    NO  PÉNIS      E      PRONTO            
Parte do poema de Fernando Aguiar

domingo, 12 de agosto de 2012


Porque...
Sou melher
Sou louca
Sou emancipada
Sou complicada
Sou puta
Sou chorona
Sou bacalhau
Sou dores
Sou impaciência
Sou veet quando tenho tempo
Sou peidinhos de cona
Sou feliz

Diferente és tu, IMBECIL!

Brevemente...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Por causa da crise tive que arranjar os vasos da vizinha.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A Maria Bardajona, não tinha que servir à mesa.
Cortou uma borda do cu, fez cozido à portuguesa!

domingo, 22 de julho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Não tenho amigos porque são todos uma merda.
Deixo-me levar, em vão.

quarta-feira, 16 de maio de 2012


Porque em francês é tudo mais romântico.


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas em rotundo meneio. Anda por si na cadência mimosa, no milagre de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte por conta própria.
E ama. Na cama agita-se.
Montanhas avolumam-se, descem. Ondas batendo numa praia infinita. 
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda, redunda.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cortesia de Nuno Pires.

terça-feira, 3 de abril de 2012



But Pussy and I
Very gently will play...

domingo, 25 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Soneto Infernal [Bocage]

Dizem que o rei cruel do Averno imundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para meter do cu na aberta greta
A quem não foder bem cá neste mundo:

Tremei, humanos, deste mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta,
Foda-se a salvo, coma-se a punheta:
Este prazer da vida mais jucundo.

Se pois guardar devemos castidade,
Para que nos deu Deus porras leiteiras,
Senão para foder com liberdade?

Fodam-se pois, casadas e solteiras,
E seja isto já; que é curta a idade,
E as horas de prazer voam ligeiras...

FELIZ DIA MUNDIAL DA POESIA!